domingo, 30 de maio de 2010

Minha filha Juliana no Correio Braziliense - Brasília

CORREIO BRAZILIENSE

Brasília, domingo, 30 de maio de 2010
Viagem ao redor do Kebab

As chefs Fátima Hamú e Juliana Cestari trocam impressões sobre essa iguaria árabe cada vez mais universal

por Maria fernanda seixas
fernandaseixas.df@dabr.com.br
Fotos: Gustavo Moreno/CB/D.A Press


Dizem que é muito mais fácil comprar um kebab nas ruas de Paris do que em qualquer país árabe, ou mesmo na Grécia, que protesta a paternidade daquilo que chamam de churrasquinho grego. É certo também que os kebabs novaiorquinos fazem tanto sucesso quanto a fast food nativa. Na Alemanha, há quem defenda que esse já é um prato tão tradicional quanto o bratwurst, o sanduíche de salsichão. Por aqui, os espetos giratórios também são velhos conhecidos — na cidade de São Paulo, pode-se apreciá-los em qualquer esquina. Polêmicas à parte, para quem come e para quem prepara o petisco, pouco interessa sua origem. Se o prato se difundiu no mundo inteiro é porque é, indiscutivelmente, uma delícia.

Em Brasília, o pãozinho árabe recheado — figurinha batida na W3 Sul — sempre se apresentou daquele jeito meio largadão: no espeto, ao ar livre, sabe-se lá há quanto tempo. Eis que uma série de empresários se atentou para a crescente moda de kebaberias sofisticadas e trouxe a ideia para cá. Recentemente, foram inauguradas na cidade pelo menos cinco lojas com a proposta. A tradição ficou um pouco de lado e deu lugar à criatividade. Alguns estabelecimentos se alinham mais ao fast food, outros têm inclinação gourmet. Todos oferecem kebabs inusitados, que podem levar gengibre, curry, pesto, chutney de manga, hortelã e até ovo frito.

Mas, num universo gastronômico tão tradicional quanto o árabe, como fica essa relação com o contemporâneo? Convidamos uma sumidade no meio, a chef Fátima Hamú, proprietária do requintado Lagash, para um lanche no Hayal Kebab, onde escolheu, entre 23 opções, um kebab para degustar. Lá, o menu é assinado pela chef Juliana Cestari. As duas engataram uma deliciosa conversa sobre gastronomia.
“A família do meu pai é da Síria e a da minha mãe, do Líbano. Então, lá em casa, tudo acontecia ao redor da mesa. Quando decidimos montar um negócio, em 1987, optamos pelo restaurante e fizemos todo o cardápio com receitas de família. Tudo muito tradicional”, conta Fátima. Já a chef Juliana, nascida em Jaú (SP), relata que seu processo de criação é completamente livre e seu compromisso é somente com o sabor e a qualidade do produto. “Mergulhei nesse universo, fiz pesquisa e, com a ajuda de alguns amigos que participaram de degustações, escolhemos o menu”, explica. Teve até uma vez que ela permitiu que os convidados montassem seus kebabs sozinhos, com os ingredientes que lhes convinham. A ideia não deu muito certo, ela admite. “As pessoas acabam botando tudo o que gostam dentro do pão folha e acaba que nada combina”, diverte-se.

Será que Fátima aprovaria as liberdades da cozinha contemporânea? “Imagina. Eu acho ótimo. E difunde a cultura, mesmo que de um jeito novo. Antes as pessoas achavam que a comida árabe se resumia a kibe e esfiha. Quando o restaurante começou, lembro que raramente alguém pedia o cordeiro. Hoje é um dos pratos que mais sai. Essa evolução é muito importante”, opina. Ela, inclusive, já bancou uma ou outra invenção de pratos perto de datas comemorativas para variar o cardápio do Lagash. Para a chef, no entanto, nada se iguala à receita de kibe cru da família, que permanece a mesma há séculos.

Pelo menos em uma ocasião, a chef viu seus esforços naufragarem em virtude do purismo. “Uma vez, uma comitiva do Irã, que tinha marcado hora no restaurante quando veio a Brasília, se recusou a sentar quando soube que não cozinhamos sob as regras muçulmanas de alimentação”, lembra. Ortodoxias à parte, o prato escolhido por Fátima na kebaberia — um kebab de muçarela de búfala, filé mignon e geleia de pimentão — foi aprovado com louvor. “Estava delicioso”, aponta a chef, abençoando a fusão.


Uma iguaria popular
Não se sabe ao certo quem foi o primeiro a preparar o kebab, também conhecido como kabob, kebap, kabab, shawarma, gyrus, entre outros nomes.

O que se sabe é que o kebab difundido na europa foi criação de Mahmut Aygün, há quatro décadas. Nascido na Turquia, foi para a Alemanha quando adolescente e começou a comercializar seu pão folha com carne de cordeiro e salada na periferia de Berlim. Desde então era considerado o rei do kebab.

Significado religioso
Tradicionalmente, os muçulmanos seguem leis religiosas (e muitas vezes civis também) na hora do preparo e da ingestão de alimentos. As regras vão desde direcionar alimentos a Meca a comer com o pés posicionados de forma que não apontem para outra pessoa.


Kebab de cordeiro com molho de tomate e coco
Ingredientes
250ml de molho de tomate pronto
10ml de óleo de girassol
1/2 cebola pequena ralada
1 dente de alho picadinho
30g de açúcar refinado
Água e sal
Pimenta-do-reino
Ramos de manjericão
125ml de leite de coco
500g de carne de cordeiro de sua preferência
60ml de molho picante de tomate e coco
250g de muçarela ralada
50g de queijo parmesão ralado
5 discos de pão folha

Modo de fazer
Para o preparo do molho, em uma panela, coloque o óleo, a cebola, o alho e os ramos de manjericão. Refogue até que a cebola fique transparente.
Acrescente o açúcar e deixe derreter.
Coloque o molho de tomate, um pouco de água e o leite de coco.
Corrija o sal e a pimenta do reino.
Deixe cozinhar em fogo baixo até encorpar.
Tempere a carne de cordeiro com sal e pimenta a gosto, leve a uma frigideira quente com um fio de óleo e frite a carne sem deixar formar água.
Monte os kebabs na seguinte ordem: o pão folha como base, queijo muçarela e parmesão, molho e cordeiro. Feche-o e está pronto para comer. Se quiser, pode levar um pouco à chapa ou à frigideira para o pão ficar torradinho e crocante.
Sirva com molho de iogurte e hortelã à parte.

Rendimento: 5 kebabs

quinta-feira, 27 de maio de 2010

PATRIMÔNIOS DA JAUENSIDADE


- Orquestras Capelozza e Continental – Essas duas orquestras têm muito em comum. A Orquestra Continental de Jaú foi criada com o nome de Jazz Orquestra Típica Continental de Jaú, no dia 7 de setembro de 1942, no Jahu Clube, pelos irmãos Amélio e Plácido Antonio Capelozza (Tunin). Em l946, passou a se chamar Orquestra Continental de Jaú. Em 1948 os irmãos Capelozza se mudaram para Marília e ela passou a ser dirigida por Waldomiro de Oliveira, meu pai, que era o cantor e ficou no cargo até 1968. Pouco tempo depois, a orquestra se dissolveu. Em 1949, os Capelozza voltaram para Jaú e fundaram a Líder Orquestra, que passou a se chamar Orquestra Capelozza, que encerrou suas atividades em 1970, com um baile no Nosso Clube de Bocaina. Por onde passavam, as orquestras deixavam gravado o nome de Jaú.
- Banda Marcial de Jaú - Na década de 50, Cassiano Pereira Pinto de Toledo, porteiro do Instituto de Educação Caetano Lourenço de Camargo, propôs a criação de uma fanfarra na escola para abrilhantar as apresentações dos alunos. Depois de muito trabalho para buscar recursos, estreou oficialmente em maio de 1954. Em 1959 passou à denominação de Banda Marcial e até 1970, quando encerrou suas atividades, teve uma trajetória de sucesso. Foi oito vezes campeã estadual, abrilhantou a abertura dos Jogos da Primavera no Rio de Janeiro, participou de festividades cívicas em várias cidades, se apresentou na TV e gravou dois LPs. A banda dos 120 passos por minuto fazia sucesso por onde passava e o nome de Jaú ecoava junto com sua música e ritmo contagiantes.
- Hospital Amaral Carvalho – No início dos anos 1900, o casal Anna Marcelina Campanhã de Carvalho e Domingos Pereira de Carvalho doou terras para a construção de uma maternidade, que foi fundada em 1936. A maternidade cresceu e se transformou no Hospital Amaral Carvalho. Em 2006, ao completar 70 anos, foi o recordista nacional em transplante de medula óssea e em 2008 e 2009 ficou entre os dez melhores hospitais do estado. Atende a pacientes de várias regiões do Brasil e alguns países do exterior e oferece um dos melhores e mais humanizados serviços oncológicos do país. É referência nacional em prevenção, diagnóstico, tratamento, pesquisa do câncer, é orgulho da cidade e um legítimo patrimônio da jauensidade.

- Saul Galvão – Ele costumava dizer que “modéstia à parte”, era de Jaú. Dedicou-se à crítica gastronômica por mais de trinta anos. Generoso, expansivo, descomplicado, espirituoso, tinha temperamento festivo e se comunicava muito bem com amadores, especialistas e profissionais.
Ele dizia que as melhores cidades do mundo eram Jaú, São Paulo e Paris e gostava de escrever sobre as especialidades culinárias “incomparáveis” de sua casa. Segundo o enólogo Carlos Cabral, Saul vivia cantando em prosa e verso as delícias de sua infância em Jaú, onde convivia com a natureza e uma abundância de iguarias. Saul, um dos mais genuínos patrimônios da jauensidade.
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João Ribeiro de Barros e hidroavião Jahú – o aviador jauense saiu com o hidroavião Jahú de Gênova, na Itália, em 18 de outubro de 1926 e depois de inúmeros reveses, sabotagens, traições e pousos de emergência, decolou de Cabo Verde na madrugada do dia 28 de abril de 1927 e chegou ao Arquipélago de Fernando de Noronha por volta das dezessete horas do mesmo dia. Foi o primeiro aviador das três Américas a fazer a travessia aérea do Oceano Atlântico, da África à América do Sul, sem reabastecer e sem apoio marítimo. Hoje, finalmente, a cidade rende homenagens a João Ribeiro, que levou o seu nome para o ar, a terra e o mar.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Crianças sem televisão e vídeo game podem dar nisso

Recebi da amiga Susi Seidenari, cantora jauense das mais talentosas, o vídeo que retrata a precocidade e o virtuosismo de três crianças tocando “El Cumbenchero”. Vale a pena conferir.

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sábado, 22 de maio de 2010

PRESERVAÇÃO DO PATRIMÔNIO



A Secretaria de Cultura e Turismo de Jaú realizou a Primeira Semana da Preservação do Patrimônio. Foram quatro dias de reuniões, com palestras e debates que reuniram, além de poucos interessados, especialistas no assunto.
O Comércio do Jahu trouxe uma reportagem sobre isso, feita pela jornalista Priscila Donatto, que acompanhou todos os trabalhos.
Uma atitude louvável da Secretaria, que se mostra preocupada com a preservação do patrimônio arquitetônico da cidade, que é rico, e muitos prédios estão com suas fachadas praticamente escondidas por enormes painéis de propaganda, que além de não deixarem à vista as características arquitetônicas do imóvel, ainda poluem visualmente a cidade.


O Projeto Cidade Limpa, dos moldes do que foi instituído na capital paulista em 2007, está inserido na revisão do Plano Diretor de Jaú, que deve ficar pronto até o fim do ano. A iniciativa visa a retirar toda poluição visual da cidade e faz parte do projeto de revitalização do Centro de Jaú, que também contempla a preservação do patrimônio histórico. Isso significaria o fim das faixas – utilizadas pela própria Prefeitura -, das placas em postes e calçadas, da lataria que avança no passeio público e de outros meios publicitários que tornam caótica a paisagem da área central de Jaú.
Essa questão foi tratada ontem na Câmara, no último dia de debates da 1ª Semana de Patrimônio Histórico de Jaú, promovida pela Secretaria de Cultura e Turismo. As arquitetas Antônia Regina Corrêa Luz e Izildinha Marques de Araújo, da Comissão de Paisagem Urbana da prefeitura de São Paulo, falaram da experiência da capital e mostraram que o Cidade Limpa deve ser aliado a um projeto de preservação do patrimônio histórico.
“O anúncio não pode ser mais importante que a arquitetura do prédio”, diz Antônia. Ela completa: “Não é o tamanho do anúncio que deve chamar a atenção, mas a mensagem. Quando isso é uniformizado, não existe uma disputa e você consegue enxergar todos da mesma forma”.

Bons exemplos
Izildinha comenta que ao chegar a Jaú, viu na Rua Major Prado um prédio art déco coberto por lataria, o que em sua opinião perde a identidade do imóvel, além de esconder a falta de cuidado do proprietário, que muitaz vezes não dá a manutenção necessária à fachada. “Não vejo o que pode ter de bom nisso.”
Os secretários de Cultura e Turismo e de Planejamento e Obras, André Galvão e Francisco Marcolan, são partidários da revitalização no Centro. “O Cidade Limpa é nosso maior desejo”, diz Marcolan.


( Loja Carlos Brussman, na rua Amaral Gurgel )

As arquitetas não acreditam que a aplicação da lei Cidade Limpa seja muito difícil em Jaú, muito menor e menos problemática que São Paulo. É o que também pensa o arquiteto do Departamento de Patrimônio Histórico da Secretaria de Cultura de Jaú, Ricardo Dal’ Bó. Ele cita bons exemplos na cidade, como as Lojas Silva, que funciona no piso térreo do Jahu Clube do Centro, e os estabelecimentos da Rua Amaral Gurgel, em especial do quarteirão entre as Ruas Edgard Ferraz e Major Prado, onde os comerciantes espontaneamente aboliram a poluição visual. Dal’ Bó ainda conta que orienta quem vai reformar algum prédio no centro histórico, mas nem todos acatam as sugestões por não ser obrigatório.

( Clínica Drs. Tadeu Tamanini e Mirce M M Tamanini)

Em eventual aplicação do Cidade Limpa em Jaú, as arquitetas da capital sugerem que a Prefeitura dê treinamentos aos fiscais, aplique multas – grande aliada na aplicação da lei - e que não compliquem a legislação. “Em São Paulo, como a lei é muito simples, a própria população fiscaliza e denuncia. Inclusive recebemos denúncias pelo site da prefeitura”, comenta Antônia. Ela também salienta a importância do envolvimento da Associação Comercial de São Paulo (ACSP): “Fizemos inúmeras reuniões”.
O presidente do Sindicato do Comércio Varejista (Sincomércio) de Jaú, José Roberto Pena, se posiciona favorável ao projeto, desde que seja adequado à realidade local e haja discussão com os setores envolvidos. “Em São Paulo foi muito radical, proibiram os outdoors e houve pouco tempo para adequação.”
Para Pena, “o Centro merece uma revitalização porque está feio sim”. Ele acredita que é possível fazer melhorias não só nas fachadas, mas regulando som, panfletagem e lojas que jogam papel nas ruas. “Não dá mais para admitir esse tipo de atitude”, comenta.


Imagens do meu acervo particular.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Socorro ! A dengue avança em Jaú


Muito se ouve pela cidade, que há muitos casos de dengue em lugares nunca dantes infestados. E que o número de infectados é muito grande, como provou hoje o Comércio do Jahu numa matéria sobre o assunto . O que tem causado surpresa é a quantidade de pessoas doentes, residentes nas áreas centrais da cidade. Nas imediações do Cano Torto e adjacências há casos de várias pessoas da mesma família com dengue.
A reportagem esclarece o que está acontecendo na cidade e os números, comparados a cidades de maior parte, são impressionantes. Abaixo, a matéria completa sobre o assunto.
Ah, por falar nisso, onde está o veículo que faz a nebulização na cidade ?

Número de casos de dengue sobe para 237
Da redação
redacao@comerciodojahu.com.br

O ano de 2010 ficará marcado em Jaú pelo maior número de casos confirmados de dengue em toda a história da cidade. Até ontem, o Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE) havia registrado 237 casos autóctones – contraídos no Município – e importados e ainda aguarda o resultado de mais 79 exames. Os suspeitos neste ano chegam a 401.
Em cidades do mesmo porte de Jaú, como Botucatu, com mais de 130 mil habitantes, foram registrados apenas seis casos neste ano. São Carlos, com aproximadamente 220 mil, possui 182 ocorrências.
Em Jaú, o máximo atingido até então havia sido 207 casos em 1996. Para se ter ideia, em 2009, segundo o CVE, foram apenas duas confirmações. Esse aumento significativo era esperado pelo secretário da Saúde de Jaú, Jaime Spanghero, que cita o grande volume de chuvas no ano passado como fator preponderante para a atual situação.
“Os agentes de vetores do Centro de Controle de Zoonoses previam o aumento pelos resultados das visitas no ano passado, decorrentes das chuvas e do descuido da população que se esqueceu da dengue e se preocupou somente com a gripe (H1N1)”, fala.
Spanghero comenta que, em outubro do ano passado, os números do índice Breteau – valor numérico que define a quantidade de insetos em fase de desenvolvimento encontrada em habitações – alertavam para o que poderia acontecer este ano.
Conforme explica o secretário, a cada cem casas, em oito eram identificadas larvas e criadouros do mosquito da dengue. O Ministério da Saúde recomenda que o índice não ultrapasse duas casas a cada cem.
Situação
O secretário classifica a situação como não alarmante e diz que por sorte ainda não surgiram casos de dengue hemorrágica. Ele lembra que não há vacina e nem tratamento para a doença e pede a ajuda da população com trabalhos de prevenção. “Não falta informação, todos os veículos de mídia divulgam campanha, mas as pessoas precisam colaborar.”
De acordo com a diretora técnica da Vigilância Epidemiológica de Jaú, Suzete Nascimento Carrara, os bairros que mais preocupam atualmente estão nas imediações do Hospital Amaral Carvalho, Jardins Maria Luiza 4 e Padre Augusto Sani (veja quadro). Ela observa que o movimento da população flutuante em volta do hospital contribui para o descuido com o número de pensões e pessoas de passagem pela cidade.
Em relação aos outros dois bairros citados, Suzete revela ter dificuldades para realizar os serviços de prevenção pela existência de muitos imóveis fechados e casas que ficam vazias durante o dia. “Dessa forma temos o trabalho prejudicado, pois fica incompleto. Se houver criadouro em uma dessas residências pode se alastrar para outras”, salienta.


Cano Torto - a bacia de concreto está com água parada. Será que aí estariam alguns mosquitos da dengue ?

domingo, 16 de maio de 2010

MEIA-IDADE


Você sabe que está chegando à meia-idade quando tudo dói e o que não dói não funciona.
A gente chega à meia-idade quando fazer amor nos transforma num animal selvagem: Uma preguiça.
Meia-idade é quando sua idade começa a aparecer na cintura!.
Na meia-idade você ainda sente vontademas não lembra exatamente do quê.
Meia-idade é quando você sente vontade de se exercitar e deita pra esperar passar.

Meia-idade é quando seu médico lhe recomenda exercício ao ar-livre e você pega o carro e sai guiando com a janela aberta.
Na meia-idade, jantares a luz de velas não são mais românticos porque não se consegue ler o cardápio.
Meia-idade é quando “ele” começa a apagar as luzes por economia e não para criar um clima com você.
Meia-idade é quando em vez de pentear os cabelos você começa a "arrumar" os que sobraram.
Meia-idade é quando paramos de criticar a geração mais velha e começamos a criticar a mais nova.
Meia-idade é quando sabemos todas as respostas e ninguém nos pergunta nada.

Meia-idade é quando se alguém dá em cima de você no cinema é porque está atrás da pipoca.
Meia-idade: primeiro começa a esquecer os nomes, depois os rostos, depois de fechar o zíper.
Meia-idade, enfim,é quando já não temos mais idade para dar maus exemplos e passamos a dar bons conselhos...
Você sabe que está na meia-idade quando tudo aquilo que a Mãe Natureza lhe deu
o Pai Tempo começa levar embora.
Recordando: Infância é a época da vida em que fazemos
caretas para o espelho.
Meia-idade: é a época da vida em que o espelho se vinga.
Descobriu que já está na meia-idade?
Ânimo...Ainda vem muita coisa por aí!

Há três períodos na vida: Infância, Juventude e Você está com uma ótima aparência.
(essa é boa)
"Não há como mudar o nascer e o morrer,a não ser saborear o intervalo". Enquanto isso vamos viver felizes e sem pensar no amanhã!
( enviado por email, em um pps , por Paulo Schwarz - P Preto)
Fotos - minha autoria.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Logo depois de AMOR AOS ANIMAIS I, dois PATRIMÔNIOS DA JAUENSIDADE com fotos.

AMOR AOS ANIMAIS II


( imagem - Google Images )

Tenho uma amigo especial, Marcos Antonio Munhoz, professor das Faculdades Integradas de Jaú e morador de Araraquara. A sua casa é um viveiro a céu aberto, com muitas árvores e ali vivem pássaros de várias espécies. Sempre que preciso de instruções de como tratar as aves que vêm parar aqui em casa debilitadas ( andorinhas, periquitos, rolinhas e até pardais) , me socorro de suas sábias recomendações, pois ele é um expert nisso.
Ele leu neste blog a história de Jamile e Nicolas e me enviou o seguinte: Falando em pegar animais enfermos na rua, na quarta-feira desta semana, voltando da Fundação, logo na entrada de Araraquara, vi uma sombra pequena encostada num muro de uma das casas. Sem saber bem o que era, e com o frio que fazia ãs 23h30min, pedi para minha colega (quem conduzia o carro), para dar uma ré. Encontrei então um sabiá, acuado. Logo presumi que tinha algum problema, pois aves dificilmente permanecem no chão. No dia seguinte, após colocá-lo em um recinto com frutas e água, descobri qual era seu problema. Foram quase duas horas de cirugia, na busca de livrar seus dois pés de fios sintéticos que já haviam condenado um de seus pés. Após todo o procedimento, cuidadoso e doloroso (diga-se de passagem, para nós dois), livrei-o dos fios. Hoje ele já conseguiu equilibrar-se no poleiro. Está debilitado, sem penas na parte inferior do corpo, mas tem recebido todo o cuidado que nós, seres vivos, merecemos. Marcos é mais um São Francisco. Os animais agradecem.

Esse vídeo mostra um periquito, Kito, que foi encontrado nas imediações de Brotas e trazido para ser tratado em minha casa. Durante o tempo em que viveu com a gente, ele fez nossa alegria. Marcos me deu todas as instruções de como cuidar do pássaro, de como montar um ambiente para a sua redaptação fora da gaiola. Kito hoje vive em uma fazenda na zona rural de Jaú.

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quinta-feira, 13 de maio de 2010

AMOR AOS ANIMAIS I



Muitos amam os animais, mas poucos são aqueles que têm o desprendimento de pegar na rua um animal abandonado, às vezes em estado tão lastimável que lhe restam poucas horas de vida e cuidar dele com tanto carinho, zelo, dedicação e amor, que apesar das poucas chances de sobrevivência, ele consegue se recuperar.
Três dessas pessoas, unidas não apenas pela empresa que possuem, mas pelo grande amor aos animais, doam muito de suas vidas aos cães abandonados: Leila e Guto Machado e Maria Elisa Nardy Módolo.
Dentre os muitos cães que já salvaram, estão quatro : Jamile, Nicolas, Chica e Dalila, todos encontrados em péssimas condições de saúde.
Jamile foi encontrada vagando pelas ruas da cidade, magérrima, doente. Adotada, tratada, cuidada, hoje é uma das mascotes da Imagem.com e espera ser adotada por alguém muito especial, que goste verdadeiramente de cachorros.


Nicolas, um mestiço de poodle, foi encontrado quase morto no Jardim dos Comerciários e segundo a veterinária que cuidou dele, tinha poucas chances de sobreviver. Estava cheio de fungos, carrapatos e carrapichos, anemia, infeção pulmonar grave e tinha um dos dedos da pata esquerda praticamente destruído. Depois de uma batalha contra a morte, saiu-se vencedor e hoje também está na Imagem.com esperando adoção.

Os dois são cães amorosos, simpáticos e carentes. Recebem o carinho explícito de todos os que trabalham na empresa,clientes, amigos e fornecedores. Quem resiste a uma carinha meiga como essa ?


Dá pra imaginar quem teria coragem de abandonar um cãozinho lindo como esse, com apenas 6 meses de idade, jogá-lo na rua, deixá-lo à mingua para morrer ?
Dizem que quem gosta de cachorro e de música é gente boa, deduz-se que quem descarta um animal na rua, não o é.



Graças a Leila, Guto e Maria Elisa esses dois cães e muitos outros mais hoje têm um lar e pelo carinho que demonstram a quem deles cuida, são muito felizes.
Jaú também tem São Francisco; não apenas um, mas três.

( fotos tiradas por mim hoje, dia 13 de maio )





PATRIMÔNIOS DA JAUENSIDADE

Dois patrimônios da jauensidade com fotos.



Água do Cano Torto – Dizia uma lenda jauense que quem bebesse água do Cano Torto, sempre voltaria para Jaú. De acordo com o jornalista José Renato de Almeida Prado, em seu artigo publicado no Comércio em 11/03/2006, a história do Cano Torto “começou antes de 1850. A confluência atual das Ruas Tenente Lopes e General Galvão era um dos pontos baixos da cidade. O local alagava-se facilmente no período chuvoso por causa da proximidade com o Rio Jaú e, com isso tornou-se ponto de parada para tropeiros e boiadeiros que vinham da região de Bauru para comercializar animais de Brotas para adiante.”



Com o passar dos anos, as enchentes no local se acabaram, porque o rio foi desassoriado e em 1936, com a morte de Miguel Rosso, proprietário de terras, o terreno foi doado para a Prefeitura. Nele havia uma mina; a água escorria e ia em direção ao rio Jaú. Almeida Prado continua: “a administração pública canalizou a água cristalina e construiu o bebedouro: tinha origem o Cano Torto, formado por uma cuia de cerca de 2,5 metros de diâmetro e uma pequena parede vertical com um cano torno que redirecionava a produção da mina.”

( fotos cedidas por Italo Poli )

Em 1970 o “Canão” foi mudado para a Avenida Marginal, na Praça Miguel Rosso, onde está até hoje. Esse patrimônio foi sugerido por José Ayres Ferracini, o popular Canão, que ganhou esse apelido graças a uma história ligada ao Cano Torto.


( foto tirada por mim em janeiro, em dia de enchente )

Chuveiro Canhos – Segundo artigo do jornalista José Renato de Almeida Prado, publicado em 16/06/2007 no Comércio, em 1927, Francisco Canhos inventou o primeiro chuveiro elétrico do país e em 1940, o chuveiro elétrico automático, que ligava automaticamente ao abrir o registro de água. Foi o primeiro chuveiro elétrico automático brasileiro e foi praticamente a base dos outros desenvolvidos posteriormente por outras empresas. Em 1943, ele patenteou sua invenção, mas alguns anos depois seu procurador, mancomunado com um concorrente, deixou de pagar uma prestação e a patente caducou. A Lorenzetti conseguiu a patente definitiva e até hoje se diz inventora do chuveiro criado pelo jauense.

Chico Canhos era o “mago da eletricidade”, da criatividade e inventou mais de duzentos produtos. Ele marcou os carnavais de décadas passadas, com carros alegóricos deslumbrantes, criativos, cheios de luzes, que eram muito aguardados nos desfiles.

Certa vez, colocou em um desses carros um artefato que espirrava perfume. O inventor jauense também construiu memoráveis presépios animados que expunha ao povo na época do Natal.
Não só o chuveiro Canhos é um patrimônio da jauensidade, mas Francisco Canhos também.

(fotos cedidas por Italo Poli)

A foto do dia

quarta-feira, 12 de maio de 2010

PROVOCAR PESSOAS INTELIGENTES PODE SER MUITO PERIGOSO...


Quando Churchill fez 80 anos um repórter de menos de 30 foi fotografá-lo e disse:
- Sir Winston, espero fotografá-lo novamente nos seus 90 anos...
Resposta de Churchill:
- Por que não? Você me parece bastante saudável...


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Telegramas trocados entre o dramaturgo Bernard Shaw e Churchill, seu desafeto.

Convite de Bernard Shaw para Churchill:
"Tenho o prazer e a honra de convidar digno primeiro-ministro para primeira apresentação minha peça Pigmaleão. Venha e traga um amigo, se tiver."
Bernard Shaw.
Resposta de Churchill:
"Agradeço ilustre escritor honroso convite... Infelizmente não poderei comparecer primeira apresentação. Irei à segunda, se houver."
Winston Churchill.

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O General Montgomery estava sendo homenageado, pois venceu Rommel na batalha da África, na 2ª Guerra Mundial.
Discurso do General Montgomery:
' Não fumo, não bebo, não prevarico e sou herói '.
Churchill ouviu o discurso e com ciúme, retrucou:
' Eu fumo, bebo, prevarico e sou o chefe dele.'

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Bate-boca no Parlamento inglês .

Aconteceu num dos discursos de Churchill em que estava uma deputada oposicionista, Lady Astor, do tipo Heloisa Helena do PSOL, que pediu um aparte . Todos sabiam que Churchill não gostava que interrompessem os seus discursos. Mas, concedeu a palavra à deputada.
E ela disse em alto e bom tom:
- Sr. Ministro , se Vossa Excelência fosse o meu marido, eu colocaria veneno em seu chá!
Churchill, lentamente, tirou os óculos, seu olhar astuto percorreu toda a platéia e, naquele silêncio em que todos aguardavam, lascou:
- Nancy, se eu fosse seu marido, tomaria esse chá com prazer ...


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Na Câmara, ainda no Rio, quando seu presidente Ranieri Mazzini deu a palavra a Carlos Lacerda, representante do Distrito Federal, o deputado Bocaiuva Cunha foi rápido e gritou ao microfone, sob os risos do plenário: - Lá vem o purgante !
Lacerda, num piscar de olhos, respondeu: - Os senhores acabaram de ouvir o efeito ! (Muito mais risos, até dos adversários...)

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Certa vez, Einstein recebeu uma carta da miss New Orleans onde dizia a ele:
" Prof. Einstein, gostaria de ter um filho com o senhor...
A minha justificativa se baseia no fato de que eu, como modelo de beleza, teria um filho com o senhor e, certamente, o garoto teria a minha beleza e a sua inteligência".
Einstein respondeu:
" Querida miss New Orleans, o meu receio é que o nosso filho tenha a sua inteligência e a minha beleza".

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Outra de Bernard Shaw:
Numa roda de bar, perguntado por que sempre beijava a mão das senhoras que lhe apresentavam, respondeu:
- Bem, nós temos que começar por algum lugar ...

terça-feira, 11 de maio de 2010

LOUCURA MODERNA


VOCÊ SABE QUE ESTÁ FICANDO LOUCO NO SÉCULO XXI QUANDO:
1. Você envia e-mail ou MSN para conversar com a pessoa que trabalha na mesa ao lado da sua;
2. Você usa o celular na garagem de casa para pedir a alguém que o ajude a desembarcar as compras;
3. Esquecendo seu celular em casa (coisa que você não tinha há 10 anos), você fica apavorado e volta para buscá-lo;
4. Você levanta pela manhã e quase que liga o computador antes de tomar o café;
5. Você conhece o significado de naum, tbm, qdo, xau, msm, dps, Cc, Cco,...;
6. Você não sabe o preço de um envelope comum;
7. A maioria das piadas que você conhece, você recebeu por e-mail (e ainda por cima ri sozinho...);
8. Você fala o nome da firma onde trabalha quando atende ao telefone em sua própria casa (ou até mesmo o celular !!);
Você digita o '0' para telefonar de sua casa;
10. Você vai ao trabalho quando o dia ainda está clareando e volta para casa quando já escureceu de novo;
11. Quando seu computador pára de funcionar, parece que foi seu coração que parou;
11. Você está lendo esta lista e está concordando com a cabeça e sorrindo;
12. Você está concordando tão interessado na leitura que nem reparou que a lista não tem o número 9;
13. Você retornou à lista para verificar se é verdade que falta o número 9 e nem viu que tem dois números 11;
14. E AGORA VOCÊ ESTÁ RINDO CONSIGO MESMO;
15. Você já está pensando para quem você vai enviar esta mensagem;
16. Provavelmente agora você vai clicar no botão ''Encaminhar''... É a vida...fazer o quê... foi o que eu fiz também...
Feliz modernidade!!!
( texto enviado por email por Fábio Cestari)

domingo, 9 de maio de 2010

MÃES


A minha mãe com seu filho Mir



A mãe esperava o filho que estava em uma loja.Quando ele saiu, ela se dirigiu a ele,andando com muita dificuldade. Ele pegou no seu braço para ampará-la. Só então vi que ele era cego. Ele era as pernas dela e ela, seus olhos.



A mãe que espera gêmeas



Eu e meus filhos

Mãe é Mãe